O PR7 convida a uma viagem pelas paisagens da localidade de Chiqueda, num trajeto desenhado em forma de oito, que permite que o mesmo seja feito numa versão mais curta.
O trajeto tem início em Chiqueda, uma aldeia intimamente ligada ao rio Alcoa. O Poço Suão, uma gruta misteriosa, guarda o braço subterrâneo que alimenta este curso de água, um dos mais importantes da região. A partir daqui, segue-se por trilhos envoltos em matas mediterrânicas.
Atravessando a aldeia de Longras, chega-se ao Carvalhal, onde a arquitetura tradicional ainda resiste ao tempo. Aqui, o caminho bifurca-se, sendo possível escolher: regressar a Chiqueda, numa versão mais curta, ou aventurar-se até ao Cadoiço, num percurso mais longo e imersivo.
Continuando o percurso, a subida encaminha os caminheiros até à aldeia do Cadoiço, onde os imponentes vales suspensos da Serra dos Candeeiros se revelam. Estas formações geológicas, que parecem pairar a meia encosta, são um testemunho do levantamento da serra e da ação incessante do tempo sobre a paisagem. O cenário é dominado por escarpas rigorosamente alinhadas, fruto da Falha dos Candeeiros, em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, e por antigas pedreiras que, até hoje, extraem toneladas de pedra, um calcário nacional, reconhecido em todo o mundo.
Descendo para o Vale da Ribeira do Mogo, encontramos um dos ecossistemas mais valiosos do concelho de Alcobaça. Com um leito temporário, esta ribeira serpenteia entre formações calcárias profundas, criando um habitat privilegiado para inúmeras espécies. Raposas, javalis, lontras e até morcegos em perigo de extinção encontram aqui refúgio. O céu é sobrevoado por águias-cobreiras e bufos-reais, enquanto no solo prosperam bosques de carvalho-cerquinho, orquídeas selvagens e plantas aromáticas de grande valor medicinal.
Mas este trilho não conta apenas a história da natureza. No final do século XIX, Manuel Vieira Natividade desvendou nestas terras um importante espólio arqueológico do período Neolítico, prova da ocupação humana desde tempos imemoriais. Entre os séculos XII e XIX, os monges de Cister moldaram a paisagem, promovendo a cultura da oliveira e da vinha, cuja presença ainda é possível observar até aos dias de hoje.
O percurso culmina com o regresso a Chiqueda, fechando o ciclo de uma caminhada onde cada passo é um convite a descobrir, sentir e admirar as paisagens da Freguesia de Aljubarrota.
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Outras Informações
É possível terminar o percurso na aldeia do Carvalhal, numa versão mais curta.
Conteúdos da responsabilidade de Junta de Freguesia de Aljubarrota
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Comentado por Maria em 4 de novembro de 2025
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